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Destaques

O Jazz suave e terno

  Há um Jazz, Suave e terno, Fazendo as honras. Encantando a alma E preenchendo a sala Silenciosa. Há um encanto Em estar num canto Que a gente Gosta de ficar Acompanhado apenas De nosso silêncio E de uma canção, Que alegra o espírito E faz transbordar  O coração, Enquanto organiza-se  Os pensamentos, Que quase sempre Embaralhados Se encontram. Embalado pela canção, Penso que Viver, Talvez,  Não seja se limitar a busca Incansável da  Inalcançável dádiva  Da vida perfeita Ou então, De um ser sem máculas.  Mas ter o intento Em consolar-se Com o andar Mesmo cambaleante, Sem perder o movimento.

Ali, na orla da praia



O farol ilumina

As ondas, que quebram

Calmas e silenciosas,

Umedecendo a areia

Que fora aquecida

Pelo majestoso sol

Antes de se recolher. 


Os pés dela,

Macios e alvos,

Descalços, percorrem 

A orla.

Não sabem eles

Que na extremidade

Oposta do corpo dela,

Em sua cabeça,

Em formato 

Bem definidos

Com traços delicados

E bonitos,

Ali, em sua mente,

Repassa tudo

O que ela 

E seu amado

Viveram juntos.


As ondas frias,

Alcançam

Seus pés magros,

Mas é em sua cabeça

Que há um mar infinito

De boas memórias 

Que juntos compartilharam.


Em sua mente,

Junto de lindas lembranças

Há dúvidas e perguntas

Sem respostas

Em quantidade oceânica.


A lua cheia, logo ali,

Em destaque

Na penumbra

Da noite suave e fresca,

Veio beijar o mar.

Onde deve estar

Seu amado

Para beijos lhe dar?


Ela sabe a resposta

Só não quer admitir

Pois leva-a a sofrer!



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