O Jazz suave e terno
Há um Jazz,
Suave e terno,
Fazendo as honras.
Encantando a alma
E preenchendo a sala
Silenciosa.
Há um encanto
Em estar num canto
Que a gente
Gosta de ficar
Acompanhado apenas
De nosso silêncio
E de uma canção,
Que alegra o espírito
E faz transbordar
O coração,
Enquanto organiza-se
Os pensamentos,
Que quase sempre
Embaralhados
Se encontram.
Embalado pela canção,
Penso que
Viver,
Talvez,
Não seja se limitar a busca
Incansável da
Inalcançável dádiva
Da vida perfeita
Ou então,
De um ser sem máculas.
Mas ter o intento
Em consolar-se
Com o andar
Mesmo cambaleante,
Sem perder o movimento.

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