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A garantia da presença
Tocava no gramofone,
Alto e em bom som,
Cinema Paradiso
De Ennio Morricone.
Julieta, debruçada sobre
A janela,
Com o olhar
Perdido ao longe.
A mente respirando
A bela canção.
Se encontrava
Com os pensamentos
Detidos nas lembranças
Daquele verão.
Se lembrou quando estivera,
Largada, confortavelmente,
Nos braços
De seu amado,
Que lhe conferia
Carícias e agrados.
Sentiu vontade
De reviver tudo aquilo
De novo.
A saudade, quis
Lhe conferir
Um sentimento
Triste.
Mas logo lembrou
Da promessa
De que ele
Jamais a deixaria.
Ela olhou para
O céu noturno
E, viu uma estrela-cadente
Rasgando o firmamento.
Obedecendo a lei da gravidade
Rumo a algum lugar logo abaixo.
Então, fez um pedido.
Desejou que seu amado
Provasse que seria capaz
De cumprir sua promessa
De nunca a abandonar.
No dia seguinte
Ele lhe presenteou
Com um lindo colar,
Onde existia,
Suspensa, uma bela
Esmeralda,
Que se abria
E revelava
Em seu interior
Uma imagem dos dois
E lhe disse: "agora penso,
Que enquanto você usar
Esse humilde presente,
Estarei junto de você
Em seu peito,
Por onde você for."
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