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Destaques

O Jazz suave e terno

  Há um Jazz, Suave e terno, Fazendo as honras. Encantando a alma E preenchendo a sala Silenciosa. Há um encanto Em estar num canto Que a gente Gosta de ficar Acompanhado apenas De nosso silêncio E de uma canção, Que alegra o espírito E faz transbordar  O coração, Enquanto organiza-se  Os pensamentos, Que quase sempre Embaralhados Se encontram. Embalado pela canção, Penso que Viver, Talvez,  Não seja se limitar a busca Incansável da  Inalcançável dádiva  Da vida perfeita Ou então, De um ser sem máculas.  Mas ter o intento Em consolar-se Com o andar Mesmo cambaleante, Sem perder o movimento.

A garantia da presença

 


Tocava no gramofone,

Alto e em bom som,

Cinema Paradiso

De Ennio Morricone.


Julieta, debruçada sobre

A janela,

Com o olhar 

Perdido ao longe.

A mente respirando 

A bela canção.

Se encontrava

Com os pensamentos

Detidos nas lembranças 

Daquele verão. 


Se lembrou quando estivera,

Largada, confortavelmente,

Nos braços 

De seu amado,

Que lhe conferia 

Carícias e agrados. 


Sentiu vontade

De reviver tudo aquilo

De novo.


A saudade, quis 

Lhe conferir

Um sentimento 

Triste.


Mas logo lembrou

Da promessa

De que ele 

Jamais a deixaria.


Ela olhou para 

O céu noturno

E, viu uma estrela-cadente

Rasgando o firmamento.

Obedecendo a lei da gravidade

Rumo a algum lugar logo abaixo.


Então, fez um pedido.

Desejou que seu amado

Provasse que seria capaz

De cumprir sua promessa

De nunca a abandonar.


No dia seguinte

Ele lhe presenteou

Com um lindo colar,

Onde existia,

Suspensa, uma bela

Esmeralda,

Que se abria

E revelava

Em seu interior

Uma imagem dos dois

E lhe disse: "agora penso,

Que enquanto você usar

Esse humilde presente,

Estarei junto de você 

Em seu peito,

Por onde você for."




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