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Destaques

O Jazz suave e terno

  Há um Jazz, Suave e terno, Fazendo as honras. Encantando a alma E preenchendo a sala Silenciosa. Há um encanto Em estar num canto Que a gente Gosta de ficar Acompanhado apenas De nosso silêncio E de uma canção, Que alegra o espírito E faz transbordar  O coração, Enquanto organiza-se  Os pensamentos, Que quase sempre Embaralhados Se encontram. Embalado pela canção, Penso que Viver, Talvez,  Não seja se limitar a busca Incansável da  Inalcançável dádiva  Da vida perfeita Ou então, De um ser sem máculas.  Mas ter o intento Em consolar-se Com o andar Mesmo cambaleante, Sem perder o movimento.

Enamorados


 


O que queriam 

O par de enamorados

Debaixo do carvalho frondoso?


Paz de espírito e amor!


Ali, se via o amor

No aconchego do abraço.

Na dispensa do afeto.

No afago na nuca.


Era o amor acontecendo

Através de gestos singelos.


Amor simples,

Não esse sofisticado

Que as páginas dos livros 

Querem ensinar.


Um amor simples!

Amor que não deseja ser domado.


Quer ter a liberdade de escolher.

Ser travesso e peralta

Ou então o direito 

De se recolher. 


Amor que acontece

Devagarinho, 

Em etapas vai envolvendo, 

Sem pressa de algum lugar chegar,

Pois, o amor não é partida

Nem chegada.

É percurso, amar!


Amor puro

Como criança feliz

Que se alegra despreocupada.

Amor que acontece 

Naturalmente.

Cresce.


Amor, uma chama que arde

Entre os dois 

E não se apaga.

Fazendo sempre luz,

Dissipando a penumbra

Que queira envolve-los

Ocasiões depois.

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