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Destaques

O Jazz suave e terno

  Há um Jazz, Suave e terno, Fazendo as honras. Encantando a alma E preenchendo a sala Silenciosa. Há um encanto Em estar num canto Que a gente Gosta de ficar Acompanhado apenas De nosso silêncio E de uma canção, Que alegra o espírito E faz transbordar  O coração, Enquanto organiza-se  Os pensamentos, Que quase sempre Embaralhados Se encontram. Embalado pela canção, Penso que Viver, Talvez,  Não seja se limitar a busca Incansável da  Inalcançável dádiva  Da vida perfeita Ou então, De um ser sem máculas.  Mas ter o intento Em consolar-se Com o andar Mesmo cambaleante, Sem perder o movimento.

Um solo de clarineta


 

A canção,

Que ressoa

E alegra

O recinto 

É, um solo de clarineta

De Mozart, escrito

Também, para 

Um quarteto de cordas.

A melodia

Que desprende da vitrola,

É rica e vivaz.

Como o amor dela.

Amor reto e veraz.


Com a encantadora

Sabedoria dela,

Que ele compara

A do Rei Salomão,

Faz ele crer 

Que o mundo

É descabido e insano,

Sem ela por perto,

Lhe concedendo

A aprazível ocasião 

Em perceber o ritmo 

Do seu coração,

Na mesma vibração 

Do seu,

Enquanto sente

O calor do seu corpo,

Denunciando

A incontestável,

Acentuada paixão,

Que vivem 

O apaixonado casal.


Ele mira seus olhos

Marrom chá,

Com devoção.

Nota no olhar dela,

Que também 

Lhe encara,

A tentativa

De perscrutar

Sua alma 

Confusa, 

Porém, cálida!


O olhar dela

Lhe concede calma,

E a impagável 

Sensação de infinitude.

O olhar dela, pousado

Sobre ele, revela

Sua sorte

Em desfrutar 

Da ímpar ocasião 

Em estar

Perante a inesgotável 

Fonte, onde jorra,

Amiudado,

A oportunidade

De ele se sentir

Hercúleo, audaz!


Diante a serenidade

De seu olhar juvenil,

Atento e observador,

Se prostra,

Despido de toda

Sua condição 

De um dia

Flertar com a perfeição.

Desfeito de qualquer

Intenção em viver 

A hipocrisia 

De um espírito puro.

Se rende ao seu amor

Acolhedor e sutil

E, assim

Pensa existir.

Não apenas

Insiste em percorrer

Rastejante e infeliz

O mundo 

Que lhe consome 

O vigor. 


Ele encara seu olhar

Felino.

Enche os pulmões 

Do ar  

Presente no ambiente,

Que juntos dividem.

Em sua mente,

Ensaia um monólogo,

Tendo como fala

A exaltação 

Das qualidades dela,

Imaginando se igualarem, 

Ou, talvez, ultrapassarem

Àquelas da boa canção 

Que ouvem com admiração. 


Treina em sua memória 

Como melhor

Lhe dizer

O que raciocina.

Por fim,

Diz sem mais retroceder:

"você me faz bem

Como ninguém. 

Suas manias bonitas

Em ver a vida

São as qualidades

Que mais admiro

Em você.

Você vê colorido

Os dias que,

O tom que predomina

É cinza e triste.

Dias que vejo 

Atolados na melancolia,

Você transforma

Em dias felizes

Espantado a agonia. 

Minha admiração 

Ainda segue adiante,

Toma proporções maiores 

Quando assisto

O espetáculo

De não abster 

Da coragem

Em me fazer

Se sentir amado. 

Quero poder

Te dizer eu te amo

Por vários anos, 

Mesmo quando,

O mais atrativo

Se limitar

A companhia 

Um do outro.

Mesmo quando 

O mais interessante

For nossas conversas,

Ressuscitando esse tempo 

De nossa juventude agora,

Que darão lugar

Aos anos 

Que nos coroará

De algumas rugas 

E cabelos grisalhos,

Denotando 

Uma vida abençoada."


Ela sorri a alegria

De quem está satisfeito,

Dizendo: "isso para mim

É suficiente."


O quinteto K 581 sessa.

Então, abraçados,

Conseguem sentir

A melhor melodia

Dos apaixonados:

O batucar

De corações

Descompassados.




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