Pular para o conteúdo principal

Destaques

O Jazz suave e terno

  Há um Jazz, Suave e terno, Fazendo as honras. Encantando a alma E preenchendo a sala Silenciosa. Há um encanto Em estar num canto Que a gente Gosta de ficar Acompanhado apenas De nosso silêncio E de uma canção, Que alegra o espírito E faz transbordar  O coração, Enquanto organiza-se  Os pensamentos, Que quase sempre Embaralhados Se encontram. Embalado pela canção, Penso que Viver, Talvez,  Não seja se limitar a busca Incansável da  Inalcançável dádiva  Da vida perfeita Ou então, De um ser sem máculas.  Mas ter o intento Em consolar-se Com o andar Mesmo cambaleante, Sem perder o movimento.

Chove!


 

Chove!

As gotas pluviais

Que desprendem

Do céu

Parecem fazerem

Música. 


Embalados 

Pela canção,

Que percebo 

A chuva fazer,

Estão meus pensamentos

Que não querem

Largar você. 


A todo instante

Me transpassa 

A mente

Memórias suas,

Sempre sorridente,

Armada de sorriso

Que contagia a gente.


As horas se mostram

Insanas e cruéis.

Apontam 

Em direção a minha

Fraqueza em desejar,

Ardentemente,

Te reencontrar.


Fazendo chacota 

Da minha impaciência!


Os ponteiros,

Sisudos e inflexíveis,

Não se rendem

A minha pressa

Em almejar 

Sentir novamente,

A doçura 

Dos seus lábios 

Macios e quentes.


Os ponteiros,

Como carrascos 

Impiedosos,

Fazem a contagem

Do tempo, alheios 

A minha vontade 

Em repetir 

A dose certa

Do antídoto 

Contra tudo 

Que não faz bem:

Seus braços

A me envolver!


O tic tac,

Como um inimigo

Atroz,

Me torutura!

Sei que terei

De alimentar

Meu coração apaixonado

Com suas lembranças 

Até sábado,

Quando sei,

Que minha sorte

Irá mudar.


O calendário,

Sobre a mesa,

Ri da minha ânsia 

Em voltar 

Estar alinhado

A altura dos seus 

Lindos olhos.

Esfrega em minha

Ferida a realidade 

Perversa:

Hoje é segunda-feira!

Terei de viver 

De suas lembranças

Até o fim de semana

Quando voltarei te ver.





Comentários

Postagens mais visitadas