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Destaques

O Jazz suave e terno

  Há um Jazz, Suave e terno, Fazendo as honras. Encantando a alma E preenchendo a sala Silenciosa. Há um encanto Em estar num canto Que a gente Gosta de ficar Acompanhado apenas De nosso silêncio E de uma canção, Que alegra o espírito E faz transbordar  O coração, Enquanto organiza-se  Os pensamentos, Que quase sempre Embaralhados Se encontram. Embalado pela canção, Penso que Viver, Talvez,  Não seja se limitar a busca Incansável da  Inalcançável dádiva  Da vida perfeita Ou então, De um ser sem máculas.  Mas ter o intento Em consolar-se Com o andar Mesmo cambaleante, Sem perder o movimento.

O abraço revigorante

 Acácia era uma joaninha alegre, muito contente com a vida. Vivia sua vida intensamente e adorava sobrevoar o jardim. Não costumava ir muito longe. Geralmente, suas viagens aconteciam de uma flor a outra. Dentro das dependências do jardim onde nascera. Adorava o perfume das flores. A maciez de suas pétalas. A visão que tinha de todo o jardim, era uma de suas atrações prediletas. Quando sobrevoava o jardim, sempre encontrava um amiguinho inseto e ficava de prosa várias e várias horas. Acácia, adorava uma boa conversa. 

Um certo dia, Acácia sobrevoando o jardim, como de costume, se encontrou com uma abelhinha muito bonita e simpática. Pousaram sobre uma mesma tulipa vermelha para descansarem e melhor se conhecerem. 

"Gosto de sua cor vermelho e preto." Disse a abelhinha.

"Suas cores também são lindas, abelhinha! A propósito, como você se chama?"

"Me chamo, Sissa e você?" Falou a abelhinha

"Me chamo Acácia." 

"Você deve ser de outro jardim, não lembro de ter encontrado com você antes." 

"Sim! Sou do jardim da fazenda ao lado. Estamos aumentando nossa produção de mel. Então, eu e outras abelhas, precisamos colher o máximo de néctar possível para a produção."

"Isso é incrível! Conte-me mais sobre o seu trabalho. Fiquei interessada." Exigiu Acácia 

"Sim! É um trabalhão, mas no fim é recompensador. A colméia, onde estamos produzindo, é pequena. Somos em cinco operárias. E temos a nossa rainha, nossa chefa que nos supervisiona em nossa colmeia. Sempre que precisamos de orientação, nos dirigimos a ela para melhor direção. O néctar é uma de nossas matérias primas. Produzimos sem cessar. O trabalho é recompensador. Gostamos de realizar nossas tarefas."

A amizade que se seguiu entre Acácia e Cissa se tornou forte. Cissa, sempre desprendia de seu dia um tempo ou outro para ter um dedo de prosa com Acácia. A amizade entre elas se consolidava a cada dia que passava. 

Um certo dia, no mesmo horário de sempre, Acácia, esperou por sua amiga abelhinha. Mas ela não apareceu. Ela, então, imaginou que devia ter acontecido alguma coisa com a abelhinha. Imaginou nada de grave. No dia seguinte, esperou. E nada da abelhinha. Noutro dia, também, nada. Passaram vários dias sem voltar a ver a abelhinha Cissa. Acácia, ficou muito preocupada. "O que havia acontecido com Cissa?" Se perguntou. 

Depois de quase uma semana sem notícia de Cissa, a joaninha, cogitou a idéia de visitar sua amiga abelhinha na fazenda ao lado. Ao pensar na idéia sentiu um pouco de temor. Nunca havia saído dos limites do jardim onde nascera. Ficou por algum tempo, pensativa em relação a sua vontade imensa em ir de encontro a sua amiguinha abelhinha. Queria muito saber se sua amiga estava bem. 

Depois de muito pensar, a joaninha chegou a conclusão de que deveria visitar o jardim da fazenda ao lado e procurar por Cissa. Numa certa manhã, a joaninha voou rumo ao jardim da fazenda ao lado. Chegando lá, se encontrou com uma abelhinha, bastante parecida com Cissa. Perguntou por ela. Indagou se a conhecia. Disse que sim. E acrescentou que Cissa era sua irmã. Acácia, ficou muito contente e, com a felicidade transbordando, perguntou como estava sua amiga, contando tudo sobre a amizade que havia nascida entre elas. A abelhinha, irmã de Cissa, se prontificou em levar a joaninha até a colméia contando, que Cissa, estava de repouso, pois havia sofrido um acidente. Derivando uma pequena avaria em sua asa direita. Acácia, achou aquilo preocupante, mas a irmã de Cissa tranquilizou-a dizendo que, Cissa estava se recuperando bem e, logo estaria pronta para voar novamente.

Chegando na colméia, Acácia não conseguiu conter sua alegria em rever sua amiga repousando no cantinho da colméia. Cissa, quando viu Acácia, esboçou um sorriso enorme e disse: "esperei por você todos os dias. Eu sabia que você viria!"

Acácia, correu em sua direção e a abraçou demoradamente. Cissa, sentiu suas forças serem revigoradas através do abraço de Acácia. "Senti sua falta durante todos esses dias. O jardim não mais parece encantador sem você por lá." Disse a joaninha sorrindo. "Sare logo, pois tenho saudade de seus abraços afetuosos e de nossas prosas que me animavam o dia." Completou Acácia, percebendo a alegria estampada no rosto de sua amiga abelhinha em ter recebido sua visita.

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