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Destaques

O Jazz suave e terno

  Há um Jazz, Suave e terno, Fazendo as honras. Encantando a alma E preenchendo a sala Silenciosa. Há um encanto Em estar num canto Que a gente Gosta de ficar Acompanhado apenas De nosso silêncio E de uma canção, Que alegra o espírito E faz transbordar  O coração, Enquanto organiza-se  Os pensamentos, Que quase sempre Embaralhados Se encontram. Embalado pela canção, Penso que Viver, Talvez,  Não seja se limitar a busca Incansável da  Inalcançável dádiva  Da vida perfeita Ou então, De um ser sem máculas.  Mas ter o intento Em consolar-se Com o andar Mesmo cambaleante, Sem perder o movimento.

Memórias

 

Chovia

Torrencialmente 

Naquela noite fria.


Sentado, 

Com as pernas cruzadas,

Encostado contra

A parede de seu quarto,

Revivia memórias.


Memórias de um tempo

Bom que findou.


De início,

Entristeceu-o

Dolorosamente.


Lembranças

Como a de ter

Dividido o mesmo

Algodão doce,

No parque iluminado

Com lâmpadas 

Coloridas,

Encostados na barraca

De tiro ao alvo

Com Beatrice.


As imagens 

Eram quase

Palpáveis.

Nítidas e vivas

O suficiente,

Capazes de formarem

Emoções fortes 

Que lhe 

Percorriam o corpo.


Depois de um tempo,

Com imagens

De Beatrice 

Sendo projetadas

Em sua mente,

Teve a prova 

Que precisava.

A evidência 

De que a amou

Com sinceridade. 

Quando uma lágrima,

Provocada por sua falta,

Se formou no canto

De seus olhos

E, lhe percorreu 

A face quente.


Por fim...

Sorriu, mesmo 

Com resquícios

De amargura

Pois, havia se encontrado 

Com a verdade.

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